…Informação para Refletir e Crescer…

Arquivo para a categoria ‘Revista’

A importância da Vitamina D

CARÊNCIA EM VITAMINA D PODE LEVAR A

OSTEOPOROSE, CÂNCER E OBESIDADE

Esta vitamina é produzida na pele ao se tomar sol e ingerida ao se consumir gordura de peixe, óleo de fígado de bacalhau e alimentos fortificados. Idosos, pessoas de pele escura, obesos e quem toma remédios como anticonvulsivantes e os que contêm corticoide estão mais suscetíveis a apresentar deficiência da substância. Pessoas nessas condições devem ficar atentas e consultar um médico.

As vitaminas são substâncias essenciais, em pequenas quantidades, para o funcionamento adequado do organismo humano. O nome vitamina foi criado pelo bioquímico norteamericano de origem polonesa Casimir Funk (1884-1967), em 1912, com a junção da palavra latina vita, vida, e do sufixo amina. Elas têm uma letra no nome e se dividem em dois grupos: as solúveis em gordura, ou lipossolúveis, como A, D, E e K, e as solúveis em água, ou hidrossolúveis, como a C e as do complexo B (B1, B2, B3, B5, B6, B8, B9 e B12).

Todas as vitaminas são ingeridas com os alimentos, por isso mesmo é fundamental variá-los sempre. Não se deve, claro, consumir diariamente só uns poucos deles, pelo fato de ser grande a possibilidade de se apresentar carência em vitaminas e de se ficar sob o risco de desenvolver doenças.

Alimentos ricos em vitamina D são as gorduras de peixe, o óleo de fígado de bacalhau e alimentos fortificados. É a única, vale destacar, que é produzida na pele quando as pessoas se expõem aos raios solares. Quanto mais escura a pele, contudo, menor a produção de vitamina D. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as pessoas de 19 a 70 anos devem ingerir todo dia 600 unidades internacionais (UI) de vitamina D. A partir dos 70 anos, o ideal é ingerirem diariamente 800 UI. Por essa razão, é sempre importante ter em conta a maior ou menor exposição aos raios solares e complementar as necessidades por meio de uma alimentação apropriada.

A vitamina D, hoje se sabe, é fundamental para a absorção do cálcio pelos intestinos e sua deposição nos ossos, tanto para formá-los bem durante a infância quanto para que permaneçam fortes e saudáveis a vida inteira. Também se descobriu nas últimas décadas que está associada ao risco de desenvolvimento do câncer, obesidade, diabetes mellitus, fraqueza muscular, esquizofrenia, depressão, doenças cardiovasculares e infecciosas, como os resfriados. Crianças com deficiência em vitamina D podem desenvolver raquitismo, doença felizmente menos comum hoje no Brasil, e os idosos ficam mais suscetíveis a apresentar osteoporose, com maior risco de quedas e fraturas graves de ossos, com dificuldade para a calcificação. Os grupos que apresentam maior risco de deficiência em vitamina D são os idosos com mais de 65 anos, pessoas internadas em instituições como asilos e as de pele escura, obesos e quem toma certos medicamentos, como os anticonvulsivantes e os que contêm corticoide, ou se expõem pouco aos raios solares. Na maioria das vezes, a deficiência em vitamina D não provoca sintomas.

O ideal, quando se fala em saúde, é prevenir-se, ou seja, evitar problemas. Você pode fazer isso, no caso da vitamina D, com algumas medidas básicas. Procure habituar-se a consumir alimentos ricos na substância. Exponha-se ao sol pelo menos duas vezes na semana, antes das 10h00 ou depois das 16h00, com braços, pernas e tronco desnudos e sem protetor solar.

A avaliação dos níveis de vitamina D é realizada com um exame de sangue chamado 25-OH Vitamina D. Pessoas que apresentam maior risco de desenvolver o problema devem consultar periodicamente um clínico geral ou um endocrinologista para fazer a avaliação e, se necessário, a suplementação. Esses profissionais estão disponíveis até no serviço público de saúde em todo o Brasil.

DR : #Clareza #Generosidade #Equilíbrio e #Serenidade

CONVERSA DE CASAL DEVE SER CLARA, GENEROSA, EQUILIBRADA E SERENA

Só assim é possível fazer uma discussão da relação, ou DR, que realmente ajude o casal a detectar seus problemas e dar soluções para eles. Se uma dessas qualidades fica de fora, há sério risco de os parceiros se perderem em queixas diversas, se desrespeitarem, mesmo sem querer, e acabarem pondo o relacionamento a perder, ainda que ele tenha chances de se reorganizar.

Já defendi neste espaço que um casal pode transformar as cansativas discussões da relação, ou DRs, em experiências gratificantes, mas para isso é preciso que a comunicação entre os envolvidos tenha cinco qualidades: precisão, clareza, generosidade, equilíbrio e serenidade. Toco de novo no assunto porque essas qualidades são tão importantes que merecem detalhamento.

Quando se pretende abordar com o parceiro qualquer assunto sério, convém, em primeiro lugar, exprimir objetivamente o que se deseja comunicar, ter rigor no foco. Isso é precisão. Para consegui-la, precisamos, antes, refletir. É através da reflexão que se obtém nitidez de pensamento. Ao sermos precisos, corremos menos riscos de nos perder na conversa, permitindo que outros assuntos se sobreponham ao principal.

Não é incomum que isso aconteça, pois no calor da discussão uma avalanche de problemas é lembrada e tudo parece ser importante. O casal inicia falando da negligência afetiva dele e logo está discutindo os decotes dela, o ronco dele, os problemas do filho na escola e até o mau humor da empregada. Nessas condições é quase impossível esclarecer e encaminhar a solução de qualquer problema. Antes de uma DR, portanto, devemos pensar bem e definir o assunto que pretendemos abordar. Se houver mais de um, convém estabelecer uma escala de prioridades — e tentar não mudar de tema enquanto o primeiro estiver em discussão.

Por serem complementares, precisão e clareza costumam ser confundidas, mas são diferentes. Claro é aquele que não deixa dúvidas. “Você deveria usar roupas mais folgadas”, disse o marido à esposa, evitando dizer que a achava gorda. Ela abriu a brecha para o marido ser claro quando respondeu: “Você está dizendo que estou gorda?” Mas ele se acovardou: “Não! É que eu acho que você poderia mudar seu estilo de vestir”.

As pessoas evitam ser claras em assuntos constrangedores. Falam pela metade. Com isso, acabam gerando dúvidas. O outro fica sem saber que atitude tomar diante do que parece ser, mas não está claro se é.

Ser preciso e claro é fundamental, mas não suficiente. Há que se ter também generosidade. Ser generoso ao comunicar é entregar-se, expor-se, permitir que o outro saiba dos sentimentos e pensamentos que nutrimos e que se referem a ele.

Ser generoso é mais do que ser sincero, implica abrir mão do controle — controle que exercemos, por exemplo, quando mantemos o outro ao nosso lado porque não temos coragem de assumir que não o queremos mais. Ser generoso é, nesse caso, deixar o outro saber que o amor que sentíamos acabou. Na DR, é generoso quem dá liberdade a si a ao outro para validar ou não a escolha feita no passado.

São conversas delicadas, e devem ser conduzidas com equilíbrio, sem dramas ou exageros do tipo: “Pra você tudo o que eu faço está errado”; “Você nunca me ouve”; “Esta casa está sempre uma bagunça”. Muitas DRs terminam em briga porque quando um fala assim, no superlativo, o outro se sente desafiado e passa a fazer o mesmo, numa crescente disputa de agressividade.

Por fim, é indispensável haver serenidade. É ela que constrói o caminho para o consenso, contrabalanceando emoção e razão. Como é isenta de julgamentos, críticas, rótulos e acusações, desarma o outro, gera segurança e estimula os parceiros a construir o alinhamento que se espera de toda DR.

 REVISTA CARAS | 8 DE NOV. DE 2012 (EDIÇÃO 992 – ANO 19)

SEGREDO DA UNIÃO DURADOURA É SABER COMBINAR AMOR, DESEJO E TOLERÂNCIA

Muitos dos que se queixam de solidão e da dificuldade de encontrar um amor pensam que a vida a dois é feita somente de alegrias e prazeres. Claro que não é. Só conseguem ficar juntos por muito tempo, sem perder a qualidade do relacionamento, casais que, além de se amar e se desejar, aprendem a superar, com compreensão e lealdade, os obstáculos inevitáveis da vida conjunta.

.

Quantas vezes nossa atenção não é despertada para o casal que permanece junto por muito tempo, transmitindo atmosfera de amor e diálogo, e um clima de solidez e estabilidade? Sai ano, entra ano, às vezes perdemos os eternos pombinhos de vista, mas eis que de repente ressurgem, amadurecidos, por vezes já grisalhos, e ainda juntos, com a mesma postura de união diante da vida. Não é só a longa duração do par que os distingue, mas a qualidade e a dignidade de sua experiência, resistindo a qualquer diagnóstico de tédio que os mais afoitos poderiam lhe aplicar. As seduções da pósmodernidade não os afeta.

A durabilidade da união, insisto, não é critério para medir seu êxito ou supremacia. Quantos casais não prolongam a convivência apenas por falta de opção, por injunções religiosas, econômicas ou familiares, ou simplesmente por seguir a máxima convencional de “ruim com ele (ou ela), pior sem…”, enfim! Não! Aquele casal que provoca em muita gente uma pontinha (ou até mais que uma pontinha) de inveja carrega o segredo de união não só prolongada, mas também amorosa — eu não diria estável, porque duvido que as relações escapem de alguma instabilidade. Ela lhes é inerente.

Ao contrário de uma idealização ingênua e romântica, essa união requer um “trabalho” — o que eu venho chamando de “o trabalho do casal”. Ele precisa “ralar” — e não apenas no sentido do rala-e-rola dos desejos sexuais. Estes poderiam não lhes render mais do que umas 9 e 1/2 Semanas de Amor, como no célebre filme de 1986, com Kim Basinger (59) e Mickey Rourke (50), espécie de Cinquenta Tons de Cinza, popularíssima obra soft erótica da britânica E. L. James (49), daquela época. Uma relação de 20 anos, por exemplo, tem mais de 1000 semanas, nas quais, para sobreviver, o amor não pode se limitar ao império dos sentidos, mas irá depender de uma interação muito mais abrangente, que envolve qualidades subjetivas, admiração pelo caráter e pelo temperamento do outro e tolerância, muita tolerância e compreensão. Numa relação assim, há um exercício constante de lealdade e fidelidade, foco na autoproteção frente a um mundo cheio de seduções a cada esquina, capacidade de suportar os sentimentos paradoxais de amor e desamor e, por fim, a profunda convicção, mesmo em eventuais momentos difíceis e dolorosos, de que, tal como a fênix, o desejo e o amor podem sempre renascer das cinzas, reacendendo a chama inicial, pois, se é verdadeiro, seus fundamentos nunca deixam de valer.

É verdade que a satisfação e a leveza precisam predominar, do contrário não fariam sentido as renúncias e as frustrações vividas pelo caminho. Sim, porque elas existem, embora nem todos os que se queixam de solidão e da dificuldade de encontrar um amor estejam dispostos a enfrentar esse outro lado da vida a dois, acreditando, ingenuamente, que esta não passa de um brinde mágico à alegria e ao prazer.

Isso não existe. Casais inteligentes permanecem unidos porque se enriquecem mutuamente, dia após dia, no sentido afetivo, existencial, conquistando a capacidade de viver uma vida estimulante. Casal inteligente é aquele que não se trava diante dos obstáculos, superando-os com criatividade e genuína afeição.

Postura x Estresse

Postura encurvada piora o humor

Andar de cabeça baixa favorece produção de hormônio relacionado ao estresse

Yuri Arcurs/Shutterstock

Endireitar os ombros e buscar uma posição que não torture tanto a coluna pode, além de evitar dores no futuro, ajudar a combater o mau humor. É o  que revela uma pesquisa da Universidade Estadual de São Francisco. O professor de educação física Erik Peper dividiu 110 voluntários em dois grupos: em um, todos deviam andar de cabeça baixa e ombros caídos por um corredor; no outro, os participantes deviam fazer o mesmo, mas com as costas eretas. Após a pesquisa, todos responderam a perguntas que avaliavam seu humor e satisfação com a vida. Segundo Peper, as pessoas que atravessaram o corredor com postura relaxada relataram mais cansaço, “falta de energia” e tristeza.

“Basta imaginar como nossos hábitos mudaram ao longo dos últimos 100 anos: passamos mais tempo sentados, e a maioria das pessoas se encurva ou afunda na cadeira em algum momento do dia, seja na mesa de trabalho ou vendo TV”, diz o pesquisador. Os resultados reforçam estudos anteriores que mostram que a postura encurvada está relacionada à maior produção de cortisol, o hormônio do estresse.

A ciência e o medo

A ciência e o medo

Informações distorcidas pela mídia alimentam o pânico moral a respeito de temas polêmicos, como a maconha

Gonçalo Viana

A maior dádiva da ciência para a humanidade é a libertação do medo. Imagine por um instante nosso passado neolítico. Todos os dias era preciso conviver com medos terríveis: predadores letais, conflitos tribais, frio e calor, fome e sede, seca e enchente, sem falar do mítico medo da noite eterna, tão bem documentado entre o povo maia: o temor de que o sol um dia partisse e nunca mais regressasse. A ciência nasceu como técnica de controle da realidade e de seus inúmeros perigos, muitas vezes transformando a dificuldade em ferramenta. Pense no fogo, na fermentação dos alimentos e no uso medicinal de substâncias. Com a ciência veio a esperança de um futuro cada vez melhor, com mais conforto e segurança, menos sofrimento e medo.

Há cerca de 30 anos, surgiu um temor novo que ceifou milhões de vidas e instalou pânico moral na sociedade, conspurcando a beleza do sexo com a fobia de uma contaminação fatal. É o vírus HIV, capaz de deflagrar a pane imunológica que chamamos de aids. Estima-se que existam no planeta mais de 33 milhões de portadores de HIV, chegando a 25% dos cidadãos de certos países africanos. Na ausência de cura, grande esforço foi feito para informar a população mundial sobre os modos de prevenir a infecção. Também houve avanço no desenvolvimento de drogas antivirais capazes de estancar o curso da doença. Infelizmente tais drogas podem causar sérios efeitos colaterais, precisam ser tomadas ininterruptamente por toda a vida, e apresentam custo proibitivo para a maior parte dos pacientes.

Por essa razão, causa muita esperança e orgulho a descoberta de que anticorpos monoclonais podem ser usados para debelar o HIV. Realizado pelo grupo do brasileiro Michel Nussenzweig na Universidade Rockefeller (EUA), o estudo publicado na revista Nature aponta o caminho para uma terapia de aids mais segura, barata e duradoura. Permite também vislumbrar o dia histórico em que será anunciada uma vacina anti-HIV.

Medo e desesperança, por outro lado, emanam do artigo de capa da revista Veja de 26 de outubro. Alegando refletir as mais recentes descobertas científicas sobre a maconha, o artigo esforça-se por insuflar ao máximo o receio em relação à planta. Cita seletivamente a bibliografia especializada, simplifica e omite resultados, distorce e exagera sem constrangimentos para afinal concluir, nas palavras do psiquiatra Valentim Gentil, que “se fosse para escolher uma única droga a ser banida, seria a maconha”.

Em tempos de crack na esquina e cachaça a 3 reais o litro, não é preciso ser médico para perceber o equívoco da afirmação. O destaque dado à matéria contrasta com seu parco embasamento empírico, que ignora fartas evidências sobre o uso medicinal da maconha, a segurança de seu consumo não abusivo, a existência de alternativas não tabagistas e as consequências nefastas do proibicionismo. O bom nome da ciência não pode ser usado ideologicamente para propagar preconceitos e fomentar pânico moral. A ciência deve sempre ser usada em prol do gênero humano, para arrefecer seus medos e não suscitá-los.

Loja Duetto

 

#Sabedoria

Sabedoria nem sempre vem com a idade

Maturidade é mais influenciada pela cultura que pelo tempo de vida

Andrey Arkusha/Shutterstock

Ao contrário do que o senso comum acredita, “virtudes” como prudência e respeito ao bem-estar alheio estão mais relacionadas à cultura que ao tempo de vida. É o que revela um estudo da Universidade de Waterloo, no Canadá, que avaliou aspectos relacionados à sabedoria em japoneses e americanos entre 25 e 75 anos provenientes de várias classes sociais.

Mas que critérios os autores consideraram para determinar o “grau de sabedoria” dos voluntários? Conforme o psicólogo Igor Grossman, coordenador da pesquisa, esclareceu em artigo publicado em Psychological Science, ele e sua equipe criaram um questionário que media a capacidade de lidar com conflitos e de vê-los por vários aspectos – algo que, segundo a literatura científica, está intimamente relacionado ao que chamamos de sabedoria.

Os voluntários dos dois países leram notícias de jornais sobre conflitos armados entre grupos que pensam de modo diferente e também histórias fictícias de brigas entre marido e mulher, amigos ou colegas de trabalho. Em seguida, responderam a perguntas como “O que você acha que vai acontecer com eles?” e “Por que você acha que este será o desfecho?”.  Ao analisarem as respostas, os pesquisadores se concentraram nos seguintes quesitos, nesta ordem de importância: levar em conta as perspectivas de cada lado; reconhecer que uma ou ambas as partes podem rever formas de pensar e agir; considerar mais de uma solução para a questão; ponderar que não necessariamente há um lado certo e outro errado; atentar para um possível compromisso assumido antes do desentendimento e predizer uma resolução para o problema.

Como esperavam, os psicólogos verificaram que tanto idosos americanos como japoneses tiveram desempenho semelhante.  Mas a diferença foi evidente entre os mais jovens e de meia-idade das duas culturas – japoneses revelaram, em média, mais intimidade com os quesitos relacionados pela equipe de Grossman à sabedoria, principalmente quando analisaram conflitos entre duas pessoas apenas.

“A explicação para isso são os valores culturais. Japoneses, por exemplo, tendem a priorizar a coesão social, mesmo que isso implique abdicar de ‘ganhar’ uma discussão”, diz Grossman, que afirma que a máxima “a sabedoria vem com os invernos”, eternizada por Oscar Wilde, não passa de estereótipo muito aceito tanto nas sociedades ocidentais como nas orientais. A valorização de comportamentos relacionados à sabedoria, porém, pode estimulá-los – independentemente da idade.

A Felicidade é contagiosa!

Arquivo Escaneado 72
Arquivo Escaneado 66Arquivo Escaneado 67Arquivo Escaneado 68Arquivo Escaneado 69Arquivo Escaneado 70
Arquivo Escaneado 71