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A ciência e o medo

A ciência e o medo

Informações distorcidas pela mídia alimentam o pânico moral a respeito de temas polêmicos, como a maconha

Gonçalo Viana

A maior dádiva da ciência para a humanidade é a libertação do medo. Imagine por um instante nosso passado neolítico. Todos os dias era preciso conviver com medos terríveis: predadores letais, conflitos tribais, frio e calor, fome e sede, seca e enchente, sem falar do mítico medo da noite eterna, tão bem documentado entre o povo maia: o temor de que o sol um dia partisse e nunca mais regressasse. A ciência nasceu como técnica de controle da realidade e de seus inúmeros perigos, muitas vezes transformando a dificuldade em ferramenta. Pense no fogo, na fermentação dos alimentos e no uso medicinal de substâncias. Com a ciência veio a esperança de um futuro cada vez melhor, com mais conforto e segurança, menos sofrimento e medo.

Há cerca de 30 anos, surgiu um temor novo que ceifou milhões de vidas e instalou pânico moral na sociedade, conspurcando a beleza do sexo com a fobia de uma contaminação fatal. É o vírus HIV, capaz de deflagrar a pane imunológica que chamamos de aids. Estima-se que existam no planeta mais de 33 milhões de portadores de HIV, chegando a 25% dos cidadãos de certos países africanos. Na ausência de cura, grande esforço foi feito para informar a população mundial sobre os modos de prevenir a infecção. Também houve avanço no desenvolvimento de drogas antivirais capazes de estancar o curso da doença. Infelizmente tais drogas podem causar sérios efeitos colaterais, precisam ser tomadas ininterruptamente por toda a vida, e apresentam custo proibitivo para a maior parte dos pacientes.

Por essa razão, causa muita esperança e orgulho a descoberta de que anticorpos monoclonais podem ser usados para debelar o HIV. Realizado pelo grupo do brasileiro Michel Nussenzweig na Universidade Rockefeller (EUA), o estudo publicado na revista Nature aponta o caminho para uma terapia de aids mais segura, barata e duradoura. Permite também vislumbrar o dia histórico em que será anunciada uma vacina anti-HIV.

Medo e desesperança, por outro lado, emanam do artigo de capa da revista Veja de 26 de outubro. Alegando refletir as mais recentes descobertas científicas sobre a maconha, o artigo esforça-se por insuflar ao máximo o receio em relação à planta. Cita seletivamente a bibliografia especializada, simplifica e omite resultados, distorce e exagera sem constrangimentos para afinal concluir, nas palavras do psiquiatra Valentim Gentil, que “se fosse para escolher uma única droga a ser banida, seria a maconha”.

Em tempos de crack na esquina e cachaça a 3 reais o litro, não é preciso ser médico para perceber o equívoco da afirmação. O destaque dado à matéria contrasta com seu parco embasamento empírico, que ignora fartas evidências sobre o uso medicinal da maconha, a segurança de seu consumo não abusivo, a existência de alternativas não tabagistas e as consequências nefastas do proibicionismo. O bom nome da ciência não pode ser usado ideologicamente para propagar preconceitos e fomentar pânico moral. A ciência deve sempre ser usada em prol do gênero humano, para arrefecer seus medos e não suscitá-los.

Loja Duetto

 

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Adeus, Papai Noel

Ícones da fantasia infantil influem no relacionamento

consigo mesmo e com o outro na idade adulta

Rossella Apostoli/Shutterstock

por Gérald Bronner

Às vezes descobrir a verdade pode ser muito desagradável e até mesmo violento. Todos nós, no decorrer da vida, passamos pela experiência dolorosa da perda de ilusões. Umas das mais comuns no mundo ocidental é a crença na existência do bom velhinho vestido de vermelho e branco, guiando um trenó puxado por renas que voam e distribuindo presentes para todas as crianças do mundo. A descoberta da ficção ocorre geralmente quando a criança tem por volta de 6 ou 7 anos, Nem todos se recordam do “desaparecimento” desse personagem, mas entre os que conservaram alguma lembrança, muitos lamentam a desilusão que sofreram. E ela não vem sozinha.

O fim da primeira infância é acompanhado pela mudança dos sistemas de representação, pelo abandono de certa visão de mundo. É preciso deixar para trás um universo ao mesmo tempo terrível e encantado, o que gera perdas e ganhos. Desaparece o monstro no armário, mas também a fada capaz de realizar os nossos desejos.

Estes mitos são muitas vezes vistos pelos adultos como tolices sem importância, e alguns pais tendem a considerar o desaparecimento da possibilidade de acreditar em Papai Noel apenas como uma fase necessária no processo de amadurecimento. Desse modo, porém, subestimam aspectos importantes. Um deles é o fato de que essa etapa possa ser fundamental na constituição das bases de relacionamento consigo mesmo e com o outro ao longo da vida. Afinal, não se trata apenas do desaparecimento de uma crença, mas envolve a natureza das relações que a criança mantém com as pessoas que estão à sua volta – ainda que com boa intenção, mentiram para ela. Além disso, os adultos podem menosprezar a capacidade lógica dos pequenos, embora seja justamente na qualidade de ser racional que a criança adere a esse mito, inacreditável aos olhos do adulto – e, numa nova etapa do desenvolvimento cognitivo, se liberta dele.

Então, como enfrentar o problema para permitir que esta ruptura se produza sem traumas? A garantia de continuar a receber presentes parece servir como compensação para a agitação cognitiva – é útil lembrar-se dela quando a criança confessa o fim da própria crença. Além disso, deixando de acreditar em Papai Noel as crianças têm a impressão de entrar no “círculo das pessoas grandes”, em uma espécie de rito de passagem que pode ocorrer de maneira indolor se os pequenos tiverem a impressão de tirar uma vantagem da fantasia. Por exemplo, a passagem será sentida positivamente se a criança tiver irmãos, primos ou amiguinhos menores e aceitará de bom grado transformar-se em um dos atores da pequena comédia anual. Participando do segredo, ela tem a impressão de compartilhar algo do mundo dos adultos: obtém uma missão de confiança.

Se a criança é filha única, com certeza apreciará a ideia de fazer uma brincadeira com os adultos, vestindo-se ela própria de Papai Noel na noite de Natal. Isso lhe permitirá rir com os outros – e não se sentir traída. Em geral, quando a criança começa a ter dúvidas é melhor parar de mentir. Não se trata de lhe dizer brutalmente a verdade, porque o fim inesperado da crença poderia ser mal vivenciado, mas de lhe fazer as mesmas perguntas. Se a criança perguntar por que o Papai Noel não faz isto ou aquilo, basta dizer: “E você? O que você acha?”. Mas, se ela indagar diretamente se o velhinho existe, é possível dizer algo como “É uma pergunta que você deve responder sozinha, talvez você já saiba a resposta”. Se a criança estiver pronta para juntar suas constatações próprias, como os indícios que se conectam no fim de um livro policial para que o enigma seja solucionado, ela apresentará essa conclusão. E, nesse caso, merece receber os cumprimentos por sua perspicácia. Se ainda não for a hora de abrir mão da fantasia cabe aos adultos respeitar – e aguardar.

Porém, uma última questão permanece suspensa: por que induzir as crianças a acreditar que Papai Noel existe? Não é apenas uma maneira de fazer com que tenham uma decepção no futuro? Todo pai ou mãe deve tomar a própria decisão, mas – sem pretender ter a resposta certa e definitiva – vale lembrar que as pessoas têm a possibilidade de acreditar de maneira tão pura no mundo mágico apenas uma vez na vida. Além disso, as fronteiras do país das maravilhas se fecham cedo, por volta dos 6 ou 7 anos. Mas ele pode deixar boas recordações.

Closet de Máscaras

Eu atuo, você atua, nós atuamos…

Estava no meio de uma conversa, quando me veio a idéia de escrever sobre “closet de máscaras”. O pano de fundo da inspiração foi porque estava falando sobre terapia, auto-conhecimento, descobertas, desejo de mudanças.

Li um livro esse ano, e até postei aqui no Blog (https://cassandrasilveira.wordpress.com/2012/06/13/indicacao-de-livro-gente-que-mora-dentro-da-gente ) , que fala sobre alguns “Eus” nossos, como: eu criança, eu inferior, eu mascarado, eu superior, eu observador. Tem até um vídeo no Post do link com a autora do livro falando um pouco.

E esse livro também me ajudou a identificar alguns pontos interessantes e comuns as pessoas com quem tenho tido o prazer de conversar sobre assuntos tão profundos.

Pensando bem, todos nós em algum momento atuamos, nem que seja pra não machucar.

Se pararmos pra ver que de dentro pra fora e de fora pra dentro escolhemos projetar o que seremos, vemos que desde a cor da roupa, estilo que ela representa, cor de nossos cabelos, tamanho deles, nossa forma de falar, gesticular e também de pensar estão influenciados por um desejo.

O que eu quero ser hoje?

A boazinha? A honesta? A crítica? A invejosa?

Qual desses papéis hoje eu preciso pra colocar um pouquinho mais de mim para fora de mim?

A idéia que me veio, foi que parece que andamos com um closet de máscaras ambulante.

Sim, porque o closet que fica em nossa casa é longe demais para acessarmos. Esse closet que falo me parece que cabe dentro da bolsa… para as horas em que : precisamos parecer fortes, queremos evitar uma briga, precisamos omitir algo para não ser julgada e etc.

Falando sobre isso com uma pessoa da área, nos pegamos rindo sobre o quanto isso é corriqueiro no dia a dia.. com as pessoas com quem mais amamos, com nós mesmas.

E quando queremos ser os originais? Ah.. cuidado! A sociedade não parece estar preparada para isso. Se corre muito risco de ser de fato julgado por ser apenas quem é.. com todos os Eus e poucas máscaras.

Na terra onde representar é uma arte dos “espertos”, ser original é coisa de bobo.

“Olha lá o bobo, ele confia.. olha lá o bobo sendo sincero.. olha lá o bobo se expondo.. “

O auto conhecimento é uma ferramenta linda que nos permite saber quem somos, como somos. E se torna um escudo quando algo é dirigido para nós sem verdade.

É fato que todo ser humano quer ser aceito, aprovado, reconhecido e amado!

Mas, o motivo desse texto ter saído da idéia é : temos mesmo que pagar um alto preço para sermos aceitos?

Será que todas as pessoas que gostaríamos que nos aceitassem, são de fato importantes, edificantes pra nossas vidas? ou é apenas uma questão de EGO?

Deve pesar muito andar pra todo canto com um “closet de máscaras”…

Isso pode gerar lesões, físicas e emocionais.

No auge da minha viagem, imaginei boa parte dessas máscaras sendo queimadas numa fogueira!kkkk

Acredito que o que nos faça durante boa parte da vida, sustentar esse malabarismo de interpretações seja o medo de ficar só. Pois o amor é lindo, mas poucas pessoas praticam ele de forma saudável (não egoísta).

E assim a vida segue… com ou sem sentido… fazendo ou não a diferença… o tempo passa, igual pra todo mundo.

Pensei agora : se temos coragem de carregar as benditas máscaras, porque não temos coragem de enfrentar cada uma delas?

E perguntar olho no olho! o que você quer comigo? Tipo bater um papo terapêutico mesmo, até conseguir usar o jargão atual : “se prepare que eu vou te usar” pra construir em mim, um ser melhor, e vou te libertar!

Uma, a uma… acredito que o resultado seria um encontro! Nós com nós mesmos, sem máscaras!!!

Lemos tanto (jornal, revista de fofoca, blogs, sites) pra entender o outro…  Queremos companhia a todo custo e as vezes esquecemos de nos lembrar que nossa maior companhia somos nós mesmos! Que antes de querermos ser aceitos pelo outro, devemos sim nos aceitar… pacote completo! Amar o pacote todo. E a partir disso, começar a conversar com ele em busca de melhorias.. evoluções.  Sem “SE”… “se você ficar magra eu te amo”; “se você for melhor que fulano eu te amo”.

Ame incondicionalmente… a você mesmo! Não seja inimigo dos seus defeitos, tenha uma relação amistosa o suficiente para ir persuadindo ele calmamente, 1 dia de cada vez, a ir morar mais longe.. mais longe.. até que se torne inviável ele habitar no seu continente kkkk

E lembre-se : se você se amar direitinho, não vai mais  se sentir tão sozinho. Ou com medo de não ser aceito. Você vai ser a companhia mais agradável de todas pra você mesmo.

#Reflexão e Oração

AS MEDIDAS DO CORAÇÃO

“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. (Lc 6, 36-38)

Que medidas você tem usado para com seus semelhantes? São medidas generosas, largas, ou ninguém jamais consegue preencher seus padrões e, por isso, as críticas têm sido constantes em seus lábios? Jesus é claro: com a mesma medida com que medirmos, seremos medidos. Não faça de tudo motivo para julgamentos precipitados ou palavras amargas. Espere; alargue as medidas do seu coração; aprenda a olhar para o outro com aceitação e, ao mesmo tempo, com esperança. Abrir mão de julgar (e muitas vezes abrir mão de querer “consertar” a outra pessoa, para que ela fique “do nosso jeito”) pode ser uma maneira de dar tempo para que as coisas mudem. Quando condenamos alguém, ainda que por coisas pequenas, estamos dando por encerrado algo que talvez Deus ainda queira transformar. Se desejarmos contar com a paciência de Deus a nosso favor, precisamos primeiro exercitá-la em benefício dos irmãos.

Peça a Jesus hoje uma graça toda especial: medidas largas para perdoar; para desculpar as fraquezas dos demais; para crer com toda confiança. Talvez os sofrimentos da vida tenham tornado seu coração um coração apertado, que se amargura com as mínimas coisas. Saiba que você é capaz de alargar o seu coração, pois o Espírito Santo, que é amor, pode ajudá-lo a amar mais, além do que você mesmo é capaz de imaginar. Quando seu coração apertar, ferido por decepções e injustiças, clame pelo socorro do Espírito do Senhor. Ele vai ajudá-lo a perdoar, orar e vencer os limites da mágoa. Essa medida renovada será então o campo onde se derramará a bênção de Deus em sua vida.

 

Peçamos o auxílio do Espírito Santo para que nosso coração não seja sufocado pelas mágoas e condenações:

Espírito Santo, vem sobre o meu coração nesse dia. Em Nome de Jesus, enche-me com o amor que vem do Pai e ajuda-me a ter medidas largas de tolerância e compreensão com meus irmãos. Afasta dos meus lábios toda palavra precipitada de condenação e acusação. Faz-me acreditar na Tua obra no coração daqueles que eu mesmo não consigo modificar. Faz que eu aceite os seus passos, o seu ritmo, as suas limitações, assim como o Senhor aceita e respeita o meu caminhar. Ajuda-me, Espírito Santo, a ter medidas largas de perdão, para que meu coração não se feche sobre lembranças doídas e ressentimentos antigos. Quero medir meus irmãos com uma boa medida e vê-los grandes, sem jamais diminuí-los com minhas palavras ou atitudes. Que eu saiba valorizar aqueles que o Senhor colocou em minha vida e que eles encontrem, em mim, palavras e gestos de perdão e encorajamento. Vem, Espírito Santo, em Nome de Jesus. Amém.

Inveja : existe lado bom?

Especialista sugere que esse sentimento é capaz de ajudar no amadurecimento e dar início à admiração ao outro

Por Tany Souza / Foto: Thinkstock
tany.souza@arcauniversal.com

É comum ouvir: “Aquela pessoa é invejosa”; “Por causa da inveja dele, eu não consegui aquele emprego.” A inveja está sempre em voga nas rodas de conversas, implícita ou explicitamente. Mas o que realmente é a inveja?

Segundo o psicólogo Wilson Montiel, a inveja é um sentimento comum a todos nós e surge da derrota, da competição primitiva por suprimentos e interesses, mas pode levar a um crescimento pessoal. “Ela pode fazer o indivíduo crescer ao tentar atingir certo feito ou característica de quem ele inveja ou cobiça. Por isso, é possível dizer que a admiração é uma forma mais amadurecida da inveja.”

É claro que a fama desse sentimento é o seu lado mais danoso para quem sente. “Ela é capaz de poluir o coração do invejoso e promover fofoca, rixa, mentira, desafeto. Portanto, o invejoso deve procurar compreender qual o conteúdo de sua cobiça e procurar aprender com quem ele inveja.”

O psicólogo diz que é possível não ser uma pessoa invejosa procurando o perdão, o desapego e a humildade. “Na verdade, não se trata de deixar de sentir isso, mas sim de aceitar a inveja como algo saudável, já que ela é capaz de se transformar em admiração, o que incorre num melhor relacionamento com as pessoas, possibilitando o retorno dessa admiração em generosidade e respeito mútuo.”

Para quem não consegue transformar a inveja em admiração, é claro que o sentimento trará consequências para os relacionamentos interpessoais. “A inveja corrói a confiança entre os membros do grupo, enquanto a admiração e a generosidade fortalecem o laço e promovem sempre um melhor resultado. Ela pode ser um espelho, ou seja, algo seu que você enxerga e reconhece nesse invejado e que não aceita em si.”

Fugindo da inveja

Todos são capazes de identificar uma pessoa invejosa que faz parte de seu convívio. Mas para se defender desse sentimento e de suas implicações é preciso saber fugir da cobiça. “Esquive-se dos desafetos sem promover retorno das acusações vazias. Por exemplo, contra a fofoca, o elogio e o desinteresse; contra a mentira, a coerência e a busca da verdade; contra a vaidade, a empatia; contra o orgulho, a humildade. É fácil aferir o valor da briga e correr para o que realmente interessa”, esclarece Montiel.

Como diz o ditado popular, “a inveja mata”, mas ela tem cura. “O perdão cura. Além disso, aprender a viver com conflitos ajuda a sair do lugar cômodo. Aceitar a inveja pelo outro e procurar se refazer é uma ótima dica para quem quer crescer”, finaliza o psicólogo.

Desde o início

A inveja é inerente a ser humano desde o princípio dos tempos. Muitos conhecem a história dos irmãos Caim e Abel, filhos do primeiro casal da Terra, Adão e Eva. Caim nasceu primeiro, e tornou-se lavrador; Abel era mais novo, e tornou-se pastor de ovelhas.

Passado algum tempo, Caim trouxe como oferta ao Senhor o fruto da terra, e Abel, as primícias do seu rebanho. Porém, Deus se agradou mais de Abel e de sua oferta do que de Caim e do que ele Lhe oferecera (Gênesis 4:3-4).

Caim foi tomado por tamanha inveja e acabou matando o próprio irmão (Gênesis 4:8).

“Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins.” Tiago 3:16

 

Talvez seja a hora de você fazer uma autoavaliação e observar se tem admirado ou sentido inveja do seu irmão ou do seu próximo.

Fonte : http://www.arcauniversal.com/comportamento/gente/noticias/inveja-existe-lado-bom-13873.html

Como melhorar sua auto-estima?

Você consegue lembrar-se da última vez que teve um desequilíbrio emocional, em que as crenças em si próprio e as suas capacidades se escapuliram?

Como é que conseguimos manter as crenças que temos em nós de forma a vivermos menos ansiosos e com mais alegria?Imagine as coisas que conseguiríamos realizar se tivéssemos a crença que éramos capazes de nos propor a fazer qualquer coisa (dentro dos limites do aceitável) para atingir os nossos sonhos e objectivos, especialmente se conseguíssemos manter um nível de auto-estima que não fosse abalado perante nenhuma circunstância. O que é que você faria?

A auto-estima surge da auto-imagem positiva que temos de nós, é algo que de forma pro-activa construímos. A auto-estima não se constrói na passividade, nem quando pensamos que vem dos acontecimentos exteriores, a auto-estima desenvolve-se no mundo real. O que se pretende é uma construção sólida, e isto só é possível a partir do nosso interior.

Citação: “Pessoas com elevada auto-estima são as mais desejadas e, as pessoas desejadas em sociedade.” –  Brian Tracy

Durante as nossas rotinas diárias, a mente é especializada em procurar todo o tipos de coisas ou situações que fizemos mal, e certificar-se que estamos conscientes disso. Com esta força e tendência contra-produtiva que a nossa mente tem, beneficiaremos muito em regularmente trabalharmos no sentido de construir a nossa própria imagem. É comummente aceite que a forma como nos vemos a nós próprios afeta directamente tudo aquilo que fazemos. Pessoas com a auto-estima elevada, promovem a capacidade para serem felizes, aumentam o seu bem-estar e consequentemente a produtividade nas suas vidas.

UMA HISTÓRIA FAMILIAR A MUITOS DE NÓS

Provavelmente você já passou ou está a passar por uma situação da sua vida em que se sente sobrecarregado, dia após dia as coisas vão-se acumulando (as que tem para fazer e o sentimento de responsabilidade daquelas que deixou por fazer), chegando a um ponto em que vê-se forçado a abrandar. Deixa de fazer algumas das tarefas habituais, adia um prazo de entrega de algo, falta a alguns compromissos. Vai-se instalando um sentimento de decepção, pode até chegar a desenvolver sentimento de culpa. O stress faz-se sentir e o desânimo aumenta. No entanto, você levanta-se de manhã com a intenção de fazer nesse dia o que deixou por fazer no dia anterior, mas verificando a dura realidade que não conseguiu cumprir com as expetativas.

Você começa a cair num ciclo vicioso de acumulação de trabalho, tendo a percepção de que necessita dar um empurrão nos seus compromissos e obrigações. A sensação de incapacidade, de aperto e desespero vai aumentando, prejudicando e diminuindo a sua auto-estima. Em consequência do sentimento de alarme que foi accionado ao seu ego, o impulso é grande para a construção de justificações e desculpas sobre o problema instalado. No entanto, para aquele que tem um sentimento de falha, um sentimento de culpa e de incapacidade, outros sentimentos vão-se instalando, crescendo e minando a confiança em si mesmo. A probabilidade de cair no ciclo da procrastinação é grande, e este vício é um ótimo combustível para queimar a sua auto-estima. Você criou um estado mental propício à auto-crítica, auto-avaliações negativas e descrença nas suas capacidades, aptidões e habilidades. Criou um estado mental auto-depreciativo, que é um misto de lamuria, descrença e auto-imagem negativa.

Outras histórias exemplificavas poderiam ser abordadas, histórias de traumas, de abusos, de precariedade de vida, de humilhação, de stress psicológico, depressão, problemas agudos de ansiedade. Os casos e situações serão certamente muito diversificados dependendo da pessoa. De qualquer forma, independentemente das circunstâncias, os processos desencadeados e as incapacidades geradas são muitos semelhantes.

ENQUADRAMENTO

Vamos olhar com atenção:

  • Auto-estima = O quanto gostamos de nós mesmos
  • O quanto gostamos de nós mesmos = Nível de auto-domínio

O que é o domínio de si mesmo? É a habilidade que temos para nos conduzirmos a realmente fazer, o que queremos fazer, por outras palavras, tem a ver com a nossa auto-confiança auto-disciplina. Uma pessoa que tem domínio sobre si mesmo, tem auto-integridade e capacidade para manter-se fiel às suas palavras e compromissos. Cada vez que deixamos de ouvir a nossa voz interior, e não agimos de acordo com algo que nós precisamos, ficamos susceptíveis a perdermos a confiança em nós mesmos e nas nossas habilidades. Esta falta de auto-fé,  vai aumentando numa espiral descendente à medida que queremos realizar mais compromissos e objetivos.

Descrições de uma baixa-auto-estima:

  • Você pensa excessivamente sobre si mesmo, e analisa porque razão você é do jeito que é.
  • Você tem medo da adversidade, o que lhe provoca uma enorme angustia. Você pode ser alienado em relação e em oposição  aos seus pais, cuidadores e figuras de autoridade em geral.
  • Você não sorri facilmente. Você pode ter uma visão negativa, desesperançada de si mesmo, da sua família e sociedade.
  • Você sente-se muito cansado. Você pode estar relutante ou incapazes de definir e alcançar os seus objetivos.
  • Você fica com você mesmo. Você prefere ficar sozinho do que conhecer novas pessoas e estar com os outros.
  • Você afasta as pessoas. Você tem dificuldade em fazer e manter amigos.
  • Você evita olhar nos olhos dos outros. Você tem dificuldade com a confiança verdadeira , intimidade e afeto.
  • Você recusa-se a assumir riscos. Você sente-se carente e pode ter uma tendência a apegar-se à falsa independência.
  • Você pode criar efeitos e situações negativas. E em casos extremos, pode ser anti-social e talvez violento.
  • Coisas que outros não podem observar incluem: Você fala para si mesmo de forma negativa, você não diz a verdade  e/ou nem mantém a sua palavra, você não perdoa a si mesmo ou aos outros. Você pode não ter empatia, compaixão e remorso.

Aumentar a auto-estima implica algumas mudanças de comportamento. O comportamento vai mudando com a prática e a intenção. A auto-estima é uma realização, um processo que energiza e lhe dámotivação. Não é algo que nós temos, mas  desenvolve-se com a experiência das coisas que fazemos. A auto-estima é a experiência de ser capaz de  enfrentar os desafios e promover a  felicidade.

COMO TRABALHAR A AUTO-ESTIMA

A maioria de nós está familiarizado com o conceito de impulso e/ou dinâmica. Quando fazemos algo bem, independentemente de quão pequena a tarefa seja, vamos construir energia positiva e a dinâmica necessária, que tendencialmente  poderá alimentar e energizar outras tarefas da nossa lista. Por exemplo, se você tiver acabado de lavar todos os pratos, cortado a relva à frente da sua casa e ajudado os filhos a fazer os trabalhos de casa, será mais fácil para você, psicologicamente, transitar rapidamente para outra situação ou assunto e completar a tarefa seguinte. Você terá construído o impulso necessário para terminar as coisas. Isto acontece porque você está animado de energia, a qual utiliza na tarefa seguinte, impulsionado pelo sucesso gerado na execução da tarefa anterior. Por outro lado, quando adiamos o que queremos fazer ou sabemos que devemos fazer, perdemos a força, e o mais grave de tudo é que perdemos a confiança em nós mesmos.

Uma forma de melhor entendermos estas questões pode ser através de um exercício mental. Imagine que você tinha um assistente pessoal na sua vida. Que você lhe vai pedindo para executar algumas tarefas específicas, à medida que ele as for executando de forma correta e acertada, mais segurança você vai ter nele, mais confiante vai ficando nas suas capacidades e prontidão. Aos poucos, vai atribuindo tarefas mais importantes à medida que a confiança é reforçada. Você desenvolve um profundo sentido de confiança nessa pessoa e na sua responsabilidade perante as tarefas atribuídas. Você confia nele.

Inversamente, se o seu assistente pessoal adia-se aquilo que lhe pedia para fazer, com prejuízo para si, certamente iria perder a fé nas suas capacidades para seguir adiante. Você deixaria de confiar nele. Consequentemente deixaria de lhe atribuir algumas das tarefas consideradas importantes, e provavelmente iria ponderar o seu despedimento.

Agora, pense em si mesmo como sendo o seu próprio assistente. Quanto mais se apoiar através de acções, mais segurança e confiança irá estabelecer em si mesmo. Irá então, ganhar mais confiançana sua capacidade de assumir e executar mais tarefas. As pequenas vitórias de nós mesmos, afetam diretamente o quanto gostamos de nós mesmos. Cada vez que conseguimos concretizar, realizar e seguir em frente, essa experiência torna-se num bloco sólido de auto-confiança, promovendo a construção de uma imagem mais positiva de nós.

DICAS PARA MELHORAR A AUTO-ESTIMA:

Para construir  a sua auto-estima, você deve estabelecer-se como o mestre da sua própria vida. Cada minuto da sua vida é um momento que pode utilizar para fazer coisas para se melhorar. Se você andou a adiar alguma tarefa ou acção durante grande parte do seu dia, não se martirize ou penalize por isso, mude o seu foco para o momento presente e o que você pode fazer. Comece com a menor coisa que acha que consegue fazer face à tarefa mais importante.

Apresento a seguir algumas dicas que lhe permitirão promover o impulso ascendente para a construção de uma melhor auto-estima:

COMECE COM PASSOS PEQUENOS

Comece com algo que você pode fazer imediatamente e facilmente. Quando começamos com pequenos êxitos, construímos o impulso para ganhar mais confiança nas nossas capacidades. Cada tarefa completada, independentemente de quão pequena seja, é um passo importante na construção da sua confiança. Que pequenas ações você consegue fazer imediatamente, para demonstrar que é capaz de atingir as metas que estabeleceu para si mesmo? Por exemplo, limpe a sua mesa, organize os seus papéis, pague as suas contas, faça uma caminhada ou elabore a lista de compras.

Pondere ler o artigo: Um pequeno passo pode  mudar a sua vida – The Kaizen Way

CRIE UMA VISÃO CONVINCENTE

Use o poder da sua imaginação. Crie uma imagem de si mesmo como sendo uma pessoa confiante em que você aspira tornar-se. Quando você é essa pessoa, como você se sente? Como os outros o percebem? Qual é a linguagem corporal que utiliza? Como é que você fala? Imagine isso claramente na sua mente, com os olhos fechados. Sinta as coisas, sentimentos, a experiência de ser e de ver do ponto de vista dessa pessoa. Este é um exercício muito utilizado por atletas para aumentarem os seus níveis de confiança. No fundo é uma ferramenta que todos temos ao nosso dispor: a capacidade de simular (imaginar) cenários que queremos que aconteçam. Pratique com regularidade. Coloque uma música de fundo que o relaxe ou que o energize. Quando você terminar, memorize esse estado, as sensações e atitudes que teve e o quão capacitantes e energizantes são.

SOCIALIZE

Saia da casa, convide um amigo para um almoço. A convivência com os outros dará oportunidades de estabelecer contacto com outras pessoas, e praticar uma comunicação efetiva e relacionamento interpessoal.

FAÇA ALGO ARROJADO

Como acontece com todas as habilidades, ficamos melhor à medida que vamos repetindo e praticando. Quanto mais vezes se propuser a fazer algumas das coisas que o assustam, ou sente dificuldade, menos assustador estas situações parecem e, mais preparado se irá sentir para as enfrentar e/ou realizar. O simples facto de se propor a enfrentar algumas coisas ou situações em que se sente menos capaz ou mais incomodado, permitir-lhe-á desconfirmar a sua incapacidade. Provavelmente irá verificar que o receio era infundado, ou mesmo que exista justificação para esse medo, que tem igualmente a capacidade de o enfrentar e ser bem sucedido.

Pondere ler o artigo: Medo, livre-se dessa sensação incapacitante

FAÇA ALGO NAQUILO EM QUE É BOM

No que é que você é especialmente bom e gosta de fazer? Regularmente fazer coisas em que você é bom, reforça a crença nas suas habilidades e pontos fortes. Proponha-se a fazer aquilo que faz bem e que gosta, reforce-se e elogie-se a si mesmo. Perceba como é que faz essas coisas, em que estado se encontra quando se sente energizado? Quando se sente em uníssono com a tarefa, o que é que diz para si mesmo, quais são as suas expetativas, qual é o seu estado de ânimo? Ninguém é bom em tudo o que faz, e igualmente ninguém é mau em tudo o que faz. Tente não utilizar qualificações de si mesmo do género tudo ou nada. Perceba que existem coisas que faz muito bem, leve isso em consideração.

DEFINA METAS

De acordo com um estudo feito na Universidade Virginia Tech, 80% dos americanos dizem que não têm metas. E as pessoas que estabelecem regularmente os seus objetivos ganham nove vezes mais ao longo das suas vidas, comparativamente aos que não os estabelecem. Ao definir metas claras, práticas e exequíveis, você tem um alvo em direção ao qual se pode movimentar. Com o estabelecimentos de metas, os passos e acções que faz estão direcionados para a obtenção de um resultado.  Quando você tomar um conjunto de medidas para alcançar esse objetivo (claro e específico), irá construir mais confiança e auto-estima nas suas habilidades para seguir em frente.

AJUDE OS OUTROS A SENTIREM-SE BEM

Ajude alguém ou ensine-lhe algo. Quando você ajuda outras pessoas a sentirem-se melhor e a gostarem delas, certamente irá fazer você sentir-se bem consigo mesmo. Veja o que você pode fazer para os outros se sentirem bem ou estimulá-los a sorrir. Talvez dando-lhes um verdadeiro elogio, ajudando-os com alguma coisa ou dizendo-lhes que você os admira. A interação social, a convivência e a interajuda, são fundamentos e pilares de construção da felicidade de cada um de nós. São fatores de promoção de bem-estar, pois enquanto seres humanos somos seres gregários, por outras palavras temos a necessidade de viver em grupo e em contacto como outros. O contacto e a partilha são duas condições necessárias ao bom desenvolvimento e crescimento saudável. É na interação e contacto humano que se fundamenta a vida. Os laços e os sentimentos que se criam são promotores da auto-estima e auto-confiança.

OBTENHA CLAREZA NAS VÁRIAS ÁREAS DA VIDA

Esforce-se para obter clareza nas áreas de vida que precisam mais da sua atenção. A sua auto-estima está relacionada com o seu auto-conceito em todas as áreas importantes da sua vida. Anote todas as categorias principais da sua vida (sentimental, financeira, profissional, social, pessoal, familiar, sexual, entre outras). Em seguida, avalie numa escala de 1-10 em cada área. Trabalhe nas categorias que pontuou mais baixo. Cada área afeta as outras áreas. Desta forma invista na obtenção de um melhor bem-estar nas áreas de vida que percepciona como menos satisfatórias, analise os pontos fracos e fortes e elabore uma forma de poder minimizar o problema ou melhorá-lo. Por vezes, um dos erros comuns que as pessoas comentem é percepcionar algumas áreas da sua vida como tendo necessidade de melhorar, para isso iniciam algumas acções, e se passado algum tempo verificam que não melhoram, desistem. Alerto para o facto de que algumas alterações e/ou melhorias levam tempo a surtir efeito, pelo que não deve esperar uma melhoria repentina, mas sim a médio ou longo prazo.

CONSTRUA UM PLANO

Ter um objetivo por si só, pode não surtir o efeito desejado. Deverá tentar esclarecer-se do que é necessário para conseguir realizar os objectivos a que se propõe. Um dos principais motivos para alguns de nós ficarmos pelo caminho ou vermos a nossa vontade paralisada para realizar algo, deve-se ao facto de não construirmos um plano para alcançar os objetivos desejados.Por vezes não sabemos o próximo passo a ser dado, movimentamo-nos ao acaso, não tendo uma noção correta para onde nos dirigimos ou se nos estamos a afastar daquilo que queremos. Quando você se propõe a confeccionar um bolo, certamente terá muito mais sucesso se seguir as instruções claras e específicas da receita, do que jogar ingredientes aleatoriamente para dentro da taça.

Pondere ler o artigo: Como conseguir atingir objetivos na sua vida

MOTIVE-SE

Leia algo inspirador, ouça uma música que o energize, converse com alguém que possa elevar o seu espírito. Procure algo que o possa motivar para se tornar uma pessoa melhor, para viver mais conscientemente, e para tomar medidas preventivas no sentido de criar uma vida melhor para si e para os outros. Tente perceber aquilo que mexe consigo, que lhe fornece energia, que o faz levantar-se cedo da cama, que lhe dá uma vontade enorme de concretizar e realizar algo. Se não consegue encontrar ou sentir isso, imagine para si o que gostaria de fazer. Podem ser pequenas coisas ou grandes coisas, isso não é o mais importante, o que realmente importa é perceber como é que se energiza e onde pretende colocar essa energia. Normalmente as duas coisas encontra-se juntas, ou seja, aquilo que nos dá energia é exatamente aquilo onde queremos aplicar a nossa energia. É como que um feedback positivo, começamos a gostar de fazer algo, ou imaginamos fazer algo, e ao propormo-nos a fazer, automaticamente, gera-se mais vontade de continuar. Desta forma, motivar-se para fazer algo é sempre uma estratégia de ganhar/ganhar.

AFIRMAÇÕES

Use afirmações, mas de forma adaptativa. Não me refiro a afirmações em vão, vazias e ocas, onde nos limitamos a dizer umas quantas coisas positivas na esperança que isso funcione. As afirmações são muito capacitadoras e orientadoras, mas apenas se forem suportadas e acompanhadas de ações. Sentado no sofá e dizendo: “Estou muito motivado e  energizado para produzir” apenas esta frase não acrescentará nada à sua vida. Diga algo como “Eu estou sentado aqui neste sofá, sinto-me improdutivo, será isto o ideal para mim? O que é que eu poderia fazer?” A sua afirmação tem que ser sentida e coerente com aquilo que pretende realizar. Assim que você seja honesto consigo mesmo, proponha-se a fazer algo, mesmo que seja um pequeno passo, faça alguma coisa de acordo com a sua afirmação.

DEIXE DE SE COMPARAR

Pare de se comparar a outras pessoas. Uma baixa auto-estima decorre do sentimento de sentir-se inferior aos outros. Por exemplo, se você fosse a única pessoa no mundo, você acha que poderia ter  uma baixa auto-estima? A auto-estima só entra em cena quando há outras pessoas à nossa volta e percebemos que somos inferiores. Não se preocupe com o que seu vizinho está fazendo. Perceba o que quer, daquilo que é capaz, e eventualmente o que tem de melhorar ou mudar para alcançar os seus objetivos ou sonhos. Ainda que todos nós possamos ter um tendência quase inata para a comparação, tente relativizar  o máximo que conseguir quando sentir que se está a comparar.  Podemos ter algumas pessoas que nos sirvam como modelo, mas se assim for, isso deverá servir para perceber em que deveremos trabalhar ou desenvolver para nos aproximarmos daquilo que queremos e não para nos depreciarmos. Certamente que se nos comparamos com alguém que nos serve de modelo, estaremos provavelmente alguns passos atrás. Se accionarmos uma visão construtiva e positiva iniciaremos um conjunto de açções, passo  a passo, pouco a pouco seguiremos para a obtenção do resultado desejado.

A reter: A auto-estima vem do domínio de si mesmo. Quanto mais coisas você se propuser, quanto mais coisas for conseguindo realizar (mesmo as pequenas coisas) e passo a passo for obtendo êxito, mais confiança vai crescendo em você, sedimentando a sua auto-estima. O seu nível de auto-estima afeta a sua felicidade e tudo que você faz.

Autor: Miguel Lucas

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Licenciado em Psicologia, exerce em clínica privada. É também preparador mental de atletas e equipas desportivas, treinador de atletismo e formador na área do rendimento desportivo. É autor da Escola Psicologia.

Medo?

CUIDADO COM O MEDO
O medo é mais do que um sentimento, é um espírito. Paulo diz que Deus não nos deu espírito de medo, mas de poder, amor e moderação. O medo tira nossos olhos de Deus para colocá-los na enormidade dos problemas. O medo embaça nossa visão, atordoa nossa mente, acelera nosso coração e nos rouba a confiança em Deus. É muito comum sermos assaltados pelo medo quando as nuvens escuras d

e tempestades borrascosas se acumulam sobre a nossa cabeça. Nessas horas nos encolhemos assustados, aceitando precocemente a decretação da derrota. Jesus disse aos discípulos que estavam enfrentando severa tempestade no Mar da Galiléia: “Tende bom ânimo, sou eu, não temais”. Antes de Jesus acalmar o mar revolto, acalmou o coração atribulado dos discípulos. A tempestade que vinha de dentro era maior do que a tempestade que assolava do lado de fora. Jesus pode fazer o mesmo por você. Mesmo que você desça às cavernas mais escuras da terra, como o vale da sombra da morte, você pode encontrar paz nos braços do Bom Pastor.
Hernandes Dias Lopes