…Informação para Refletir e Crescer…

Arquivo para junho, 2012

Smartphone acentua males psiquiátricos

Smartphone x Males Psiquiátricos

RAFAEL GARCIA
DE WASHINGTON

Quando o psicólogo Larry Rosen publicou seu primeiro estudo sobre problemas mentais ligados à tecnologia, em 1984, o vício em videogames Atari era praticamente o único assunto na área.

Hoje, com smartphones e redes sociais pedindo atenção permanente das pessoas, a lista de problemas cresceu para uma dezena de sintomas de males psiquiátricos.

Em seu novo livro, “iDisorder” (iTranstorno, numa tradução livre), Rosen defende a tese de que o Facebook e o iPhone acentuam comportamentos problemáticos que não seriam comuns numa sociedade “desplugada”.

“Narcisismo, depressão e obsessão são aqueles que parecem ser os mais frequentes”, afirmou Rosen em entrevista à Folha.

“Mais gente está se tornando mais narcisista, ou está se apresentando para o mundo como se só se importasse consigo própria. Mais gente está ficando obcecada e compelida a checar constantemente o telefone. E há uma pesquisa que mostra que mais pessoas estão ficando deprimidas quando não têm coisas maravilhosas para mostrar aos outros no Facebook.”

Divulgação
Larry Rosen, psicólogo norte-americano
Larry Rosen, psicólogo norte-americano

No livro, além de apresentar resultados de estudos com centenas de usuários de internet e dispositivos móveis, Rosen ilustra sua tese relatando casos individuais.

São jovens que sofrem crises de ansiedade por estarem sem sinal de internet, estudantes que perdem a capacidade de concentração e até um programador que começou a desenvolver esquizofrenia por viver isolado, interagindo só via web.

Em algumas histórias, é fácil sentir empatia. Quem nunca viu uma mesa de bar onde as pessoas estavam manipulando seus celulares em vez de conversarem entre si?

Coisas como ansiedade e obsessão, porém, sempre existiram. Será que na interação com iPhones e iPads eles se transformam em novos problemas?

“Não”, disse o professor da Universidade do Estado da Califórnia. “Cunhei o termo ‘iDisorder’ porque quero chamar a atenção para o modo como as pessoas interagem com esses aparelhos. Quero mostrar que eles geram a aparência de que temos um transtorno psiquiátrico, mesmo quando não temos.”

FOCOS DE TENSÃO

Ainda assim, é algo preocupante, afirma Rosen, que divide a autoria do livro com Nancy Cheever e Mark Carrier. Os problemas descritos por eles são fonte de atrito nas relações interpessoais e pioram nossa qualidade de vida.

Para organizar essa tese, “iDisorder” apresenta um capítulo para cada tipo de transtorno tecnopsicológico.

Ao final de cada um, há um trecho de autoajuda, que mostra dicas de como evitar o problema. Algumas sugestões são senso comum, enquanto outras usam material mais sofisticado, como questionários que os psicólogos adotam em suas pesquisas.

Os autores defendem que, cada vez mais, psicólogos não podem ignorar a tecnologia. Não há como cuidar de um adolescente sem entender qual personalidade ele exibe no Facebook, por exemplo. E isso também é verdade para muitos adultos.

Rosen foi pioneiro em dar alguma ordem no conhecimento que existe sobre o tema, apesar de algumas de suas alegações soarem exageradas: seu livro se autointitula “groundbreaking” (uma inovação surpreendente).

SEM JULGAMENTO

Mas, mesmo que não seja um salto de conhecimento radical, o livro “iDisorder” tem algo de inédito. Uma qualidade especial de Rosen é a de não exercer tom julgador quando fala sobre algum transtorno, algo que resulta de sua própria obsessão por aparelhos eletrônicos.

“Com frequência, percebo que estou apalpando meu bolso da perna direita”, conta o psicólogo. “É estranho, porque faço isso mesmo quando sei que meu telefone está lá. Quando, por acaso, ele não está lá, começo a ficar ansioso. Até descobrir onde deixei meu telefone, a ansiedade não diminui”, diz.

Editoria de Arte/Folhapress

Contribuição do material para o blog : Roberta Raupp.

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Cérebro de Mulher Ansiosa

Cérebro de mulheres ansiosas trabalha mais que o de homens

Ana Carolina Prado 20 de junho de 2012

Um estudo da Michigan State University concluiu que, no que diz respeito à ansiedade, hádiferenças importantes entre o cérebro masculino e o feminino. A atividade cerebral de mulheres ansiosas é bem maior que o de homens na mesma condição.

Para descobrir isso, pesquisadores pediram a estudantes universitários que fizessem uma série de tarefas simples enquanto usavam uma espécie de touca cheia de eletrodos para medir sua atividade cerebral. Uma das tarefas era identificar a letra do meio de várias séries de cinco letras em uma tela de computador. Algumas vezes a letra do meio era a mesma que as outras quatro (FFFFF), em outras era diferente (EEFEE). Depois, eles responderam a um questionário dizendo o quanto haviam ficado ansiosos e preocupados com o teste.

Embora as mulheres ansiosas tenham acertado, em geral, tanto quanto os homens ansiosos, seu cérebro trabalhou mais que o deles. E esse trabalho extra teve seu preço depois: à medida que o teste ia ficando mais difícil, elas se saíram pior – sugerindo que a preocupação atrapalhou.

Além disso, quanto mais erros as ansiosas cometiam, mais intensamente trabalhava seu cérebro – coisa que não ocorreu com os ansiosos do sexo masculino.

O estudo foi publicado no International Journal of Psychophysiology e é o primeiro a analisar arelação entre a preocupação e as respostas cerebrais a erros entre pessoas de sexos diferentes usando uma amostra válida cientificamente (no caso, 79 mulheres e 70 homens).

Por que o cérebro feminino trabalha mais?

Jason Moser, líder do estudo, acredita que o resultado pode ajudar a identificar garotas com tendência a problemas como transtorno obsessivo-compulsivo ou desordens de ansiedade. “Essa é mais uma peça do quebra-cabeça para descobrir por que as mulheres em geral têm mais problemas de ansiedade”, disse.

Segundo ele, “o cérebro das garotas ansiosas teve de trabalhar mais porque elas tinhampreocupações e pensamentos que as distraíam. Como resultado, seus cérebros meio que se atrapalharam por ter que pensar tanto, o que pode levar a dificuldades na escola, por exemplo.”

Os pesquisadores agora estão pesquisando se o estrogênio, um dos principais hormônios sexuais femininos, pode ser o culpado pelo aumento da resposta cerebral. As suspeitas estão sobre ele porque já se sabe, por exemplo, que afeta a liberação de dopamina, um neurotransmissor responsável pelo aprendizado e pelo processamento de erros na parte da frente do cérebro.

Mas se você é mulher e ansiosa, não se desespere. Jason Moser deu dicas para ajudar a reduzir a preocupação e aumentar o foco: escreva suas preocupações em um diário em vez de ficar remoendo tudo em sua cabeça e resolva jogos criados para melhorar a memória e concentração.

(Via Medical Xpress)

Questionário : Você é introvertido?

Questionário introversão e extroversão
Se você não tem certeza onde se encaixa no espectro introvertido-extrovertido, pode descobrir aqui. Responda a cada questão com “V” (verdadeiro) ou “F” (falso), escolhendo a resposta que lhe é mais frequente.
©PIXSOOZ/SHUTTERSTOCK

1. Prefiro conversas individuais a atividades em grupo.

2. Geralmente prefiro me expressar por escrito.

3. Gosto da solidão.

4. Pareço me importar menos que meus colegas com fama, fortuna e status.

5. Não gosto de jogar conversa fora, mas gosto de tópicos profundos que importam para mim.

6. As pessoas dizem que sou um bom ouvinte.

7. Não gosto muito de correr riscos.

8. Gosto de trabalhos que me permitam “mergulhar” como poucas interrupções.

9. Gosto de celebrar aniversários de maneira reservada, com apenas um ou dois amigos ou familiares.

10. As pessoas me definem como alguém de “fala mansa” ou “meigo”.

11. Prefiro não mostrar meu trabalho ou discutir sobre ele com os outros até ter terminado.

12. Não gosto de conflitos.

13. Trabalho melhor sozinho.

14. Tendo a pensar antes de falar.

15. Sinto-me exaurido depois de estar em público, mesmo que tenha me divertido.

16. Às vezes deixo ligações caírem na caixa postal.

17. Se você tivesse de escolher, preferiria passar um fim de semana com absolutamente nada para fazer a um com muitas coisas programadas.

18. Não gosto de fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

19. Consigo me concentrar com facilidade.

20. Em situações de sala de aula, prefiro palestras a seminários.

Esse é um questionário informal, não um teste de personalidade com validade científica. As questões foram formuladas com base nas características de introversão geralmente aceitas por pesquisadores contemporâneos. Quanto mais tiver respondido “verdadeiro”, mais introvertido você provavelmente é. Se tiver um número parecido de “verdadeiros” e “falsos”, provavelmente você é um ambivertido – sim, essa palavra existe. Mas mesmo que tenha respondido cada questão como um introvertido ou extrovertido, isso não significa que seu comportamento é previsível em todas as circunstâncias. Introversão e extroversão interagem com outros traços de personalidade e histórias pessoais, produzindo tipos de pessoas radicalmente diferentes.

Memórias do Amanhã…

Memórias do amanhã
Temos a tendência de imaginar que o futuro será melhor. Estudo revela que ao nos lembrarmos do que pensamos no passado nos inclinamos a tomar melhores decisões
por Wray Herbert
©SEMISATCH/SHUTTERSTOCK

Um novo estudo publicado na edição de janeiro deste ano de Psychological Science pode explicar por que somos todos tão otimistas sobre os tempos que (acreditamos que) estão por vir. Uma equipe de psicólogos experimentais, liderados por Karl K. Szpunar, pesquisador da Universidade Harvard, criou um método para produzir simulações futuras, usadas para estudar as características e a permanência desses fenômenos mentais. Szpunar e seus colegas começaram registrando detalhes biográficos reais lembrados por universitários. Alguém poderia, por exemplo, contar aos pesquisadores sobre tomar uma cerveja com uma amiga no bairro onde mora, emprestar um livro ao primo ou comprar um aparelho de televisão durante a liquidação anual do shopping.

Uma semana depois, os pesquisadores reviram todas as pessoas, lugares, situações e objetos de passados recentes e remotos citados pelos voluntários e misturaram tudo. Apresentaram aos estudantes combinações aleatórias de suas lembranças e os instruíram a pensar em cenários imaginários futuros. Seria possível, por exemplo, a pessoa imaginar uma cena positiva na qual estivesse se divertindo com o primo no bar; um cenário negativo em que estivesse discutindo com o primo por causa de um livro, com a TV ligada ao fundo; e uma simulação neutra, na qual o voluntário estivesse comprando um livro no shopping.

Depois, os psicólogos testaram as lembranças dos voluntários sobre esses cenários futuros, fornecendo-lhes dois dos três detalhes digamos, o bar e o primo, e pediram que completassem o detalhe que faltava no caso, a televisão, para recriar a cena simulada. Foram aplicados testes em alguns dos estudantes dez minutos após eles terem imaginado futuras situações e avaliados outros participantes no dia seguinte. A proposta era descobrir se o conteúdo emocional dos futuros imaginados – positivo, negativo ou neutro – influía para que fossem mais ou menos fixados.

Os resultados foram intrigantes: após dez minutos, os voluntários conseguiam recordar todas as simulações igualmente bem. Um dia depois, porém, detalhes de cenários negativos eram muito mais difíceis de ser resgatados que os dos positivos ou neutros.

Essa descoberta é consistente com o que se sabe a respeito de lembranças negativas – tendem a desaparecer mais rapidamente que as positivas –, reforçando a ideia de que, de fato, prevalece a idealização do passado. Assim, as versões negativas do que está por vir desaparecem com o tempo, enquanto as positivas permanecem – deixando, no balanço, basicamente uma visão predominantemente rósea do amanhã. Esse processo pode acarretar ilusões, mas parece sinal de saúde psíquica. É importante lembrar, por exemplo, que pessoas que sofrem de depressão e outros transtornos de humor tendem não apenas a ruminar os acontecimentos negativos passados, mas também a antever cenários tristes. Adultos psicologicamente saudáveis costumam ser otimistas sobre o que o futuro lhes reserva. Talvez seja um processo adaptativo imaginar o pior, de vez em quando, para em seguida nos esforçarmos para driblar o que pode ser evitado – para, posteriormente, deixarmos fantasmas que não podem ser combatidos desaparecer aos poucos.

Wray Herbert é psicólogo e atualmente é diretor da Associação para Ciência Psicológica, nos Estados Unidos.

Mateus 5:8

A vida

Assim eu vejo a vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

Cora Coralina

S2

O coração de uma mulher deve estar tão escondido em Deus, que o homem deve procurar a Deus a fim de encontrá-lo.

Max Lucado