…Informação para Refletir e Crescer…

Arquivo para julho, 2011

Cupcake sem lactose!

ingredientes

  • 1 xicara de leite de soja
  • 2 ovos
  • 1/3 xícara de óleo vegetal
  • 1 xícara de açúcar mascavo
  • 2 maçãs sem casca e raladas na parte grossa do ralador
  • 2 xícaras de aveia de flocos
  • 1 xíc. de farinha integral e 1 ½ xíc. de farinha branca
  • 1 ½ colher ( chá) de fermento em pó
  • 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
  • 1 pitada de sal
  • ½ xícara de nozes pecã picadas
  • ½ xícara de passas de uva preta
  • 1 colher (chá) de canela em pó

Cobertura

  • 1 xíc. de açúcar de confeiteiro
  • Suco de 1 laranja
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha

Opcional

  • Creme tipo Chantilly para decorar

modo de preparo

Misture bem o leite de soja, os ovos, o óleo, açúcar mascavo e as maçãs. Em outra vasilha coloque a aveia, a farinha, fermento em pó, bicarbonato de sódio, sal, passas e as nozes. Misture estes ingredientes secos e adicione esta mistura seca à mistura dos líquidos. Mexa delicadamente com uma colher de pau de forma homogênea. Coloque a massa nas forminhas untadas e asse em forno médio por 20 a 30 minutos ou até que o palito inserido saia limpo. Deixe esfriar um pouco e desenforme com cuidado. Coloque numa travessa para colocar a cobertura. Cubra com a calda se desejar.

Modo de preparo da calda

Misture bem o suco com o açúcar de confeiteiro. Acrescente as gotas de essência de baunilha, mexa e cubra os cupcakes. Para enfeitar coloque uma noz inteira e passas de uva sobre os muffins

Para decorar

É possível encontrar nos supermercados diversas marcas de creme “tipo chantilly” (também chamado de chantilly vegetal) para decorar seu cupcake. Trata-se de um creme elaborado sem adição de leite, mas com textura e sabor idênticos. Fique atento apenas ao rótulo, pois apesar de ser isento de lactose, o creme pode levar algum ingrediente causador de alergias a quem possui intolerância à lactose.

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Cupcake pra adoçar o Domingo!

ingredientes

Cupcake de Chocolate com Buttercream de Ovomaltine

  • ± 24 cupcakes

Cupcake

  • 1 e 3/4 xícaras de farinha de trigo
  • 2 xícaras açucar
  • 3/4 xícaras de chocolate em pó
  • 2 colheres (chá) bicarbonato de sódio
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 xícara de buttermilk *
  • 1/2 xícara de óleo vegetal
  • 2 ovos grandes, em temperatura ambiente
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha
  • 1 xícara de café quente (acabado de coar)
  • Receita de buttermilk caseiro: Para cada xícara de buttermilk que a receita pedir, coloque 1 colher (sopa) de suco de limão ou vinagre branco em um recipiente graduado, e acrescente leite até completar uma xícara. Deixe descansar por cerca de 10 minutos antes de usar.

Buttercream

  • 1 e 1/2 xícaras de manteiga sem sal, amolecida
  • 1 xícara de chocolate em pó
  • 3/4 colheres (chá) de sal
  • 4 xícaras de açucar de confeiteiro
  • 2 colheres (chá) de essência de baunilha
  • 1/4 xícara de leite
  • 1 xícara de creme de leite fresco
  • 2/3 xícara de Ovomaltine

modo de preparo

Pré-aqueça o forno a 180°C.

Numa tigela, peneire os ingredientes secos. Em outra tigela, misture o buttermilk, óleo, ovos e baunilha e bata em velocidade baixa até tudo ficar bem misturado. Acrescente os ingredientes secos e bata até misturar tudo. Ainda em velocidade baixa, acrescente o café e bata somente até misturar. Despeja a massa nas forminhas e leve para assar por 20 min ou até que o teste do palito saia limpo. Deixe os cupcakes esfriarem nas formas e depois transfira para uma grelha e deixe esfriar completamente.

Buttercream

Bata a manteiga, o chocolate em pó e o sal. Até ficar bem misturado. Adicione o açucar em pó e bata em velocidade baixa, e junte o leite e a baunilha. Quando o açucar incorporar, aumente a velocidade e bata até ficar bem misturado. Misture o creme de leite e o ovomaltine separadamente. Em velocidade média adicione a misture do creme de leite, e bata até que a misture fique na consistência que você deseja. (Talvez não precise usar todo o creme de leite). Com a ajuda de um saco de confeitar, cubra os cupcakes.

Ódio x Amor

Devemos responder ao ódio com amor.
Martin Luther King

O Sabor da Restauração!

 

Hoje é dia de CR!

Você tem Ira? Auto suficiência? Orgulho? Impaciência? Perfeccionismo? Intolerância ao óbvio?

É alcoólatra? Dependente de alguma droga? Dependente emocional?

http://cr-recife.blogspot.com/2011/05/voce-ja-encontrou-seu-padrinho-ou.html

Venha contemplar a o Sabor da Restauração!

Todas as sextas às 19:30 na Av. Bernando Vieira de Melo, 1200 – Em frente a Paróquia Anglicana do Espírito Santo.

Entrega…!

“Te dou meu coração,
E tudo que há em mim.
Entrego meu viver
Por amor a Ti, meu Rei!

Meus sonhos rendo a Ti
E meus direitos dou.
O orgulho vou trocar
Pela vida do Senhor.

E eu entrego tudo a Ti,
Tudo a Ti. “

Vineyard Brasil

Harmonia

~Felicidade x Direito~

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada.
Por Eliane Brum*

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada.

 Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

 Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

 Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

 Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

 Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

 É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

 Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

 Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

 Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

 A questão, como poderia formular o ”filósofo” Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil?”

É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

 Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado?

 Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

 Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

 Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

 Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

 O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

 Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é.

 Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

 Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”.

 Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

 Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia.

 O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

 Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

  *Eliane Brum é jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).