…Informação para Refletir e Crescer…

Arquivo para outubro, 2010

*Resiliência – Crescendo com a Vida

“Em meio às dificuldades estão as possibilidades”, teria declarado Albert Einstein. Muitos que já superaram uma crise partilham dessa visão. E cada vez mais psicólogos, neurocientistas e sociólogos buscam compreender aspectos que podem fortalecer o psiquismo e ajudar as pessoas a vencer o sofrimento.

Por Rebea Rentschler, Fonte : Revista mente e cérebro.

É praticamente impossível quebrar um mousepad . Nós podemos dobrá-lo, amassá-lo e bater nele – mas logo em seguida o objeto retoma sua antiga forma. A psique de algumas pessoas parece se comportar de forma semelhante : nem circuntâncias difíceis na vida nem golpes do destino conseguem tirá-las dos eixos. Outros, porém, passam por situações igualmente difíceis, ou até bem menos difíceis, e se mostram frágeis, como se tivessem enorme dificuldade para se recuperar de qualquer dor ou frustração.

Reagir de forma flexível a situações desafiadoras e estressantes da vida já fascinava o psicólogo americano Jack Block, da universidade da Califórnia em Berkeley, nos anos 1950. Para descrever essa capacidade de recuperação psíquica, ele recorreu a um conceito da física : resiliência. A palavra tem origem no latim resilliere e siginifica “saltar para trás” ou “ricochetear”. Na ciência dos materiais, ela caracteriza aqueles que, apesar de terem suportado uma carga extrema, sempre retornam ao seu estado original – como a espuma com a qual os mousepads são fabricados.

Outro pioneiro das pesquisas em resiliência foi o sociólogo americano, de origem judaica, Aaron Antonovsky (1923-1994). Nos anos 1960, na Universidade Hebraica de Jerusalém, ele acompanhou mulheres que estiveram presas em campos de concentração durante a Segunda Guerra. O resultado de suas observações foi surpreendente : aproximadamente um terço delas encontravam-se em bom estado psíquico – o extremo estresse da internação parecia não ter afetado sua estabilidade psíquica.

Antonosvsky passou então a pesquisar o que mantém as pessoas psiquicamente saudáveis – uma abordagem revolucionária em sua época, pois ele desviou o olhar das marcas características e desencadeadoras de patologias para focar a saúde. Em vez de partir de distinções entre “saudável” e “doente”, Antonovsky embasou seu conceito de salutogênese na idéia de um continuunm, segundo o qual todo ser humano se move em algum lugar entre os dois polos. Se ele tem nesse caminho, uma “coerência psiquíca”, desenvolve então estabilidade mental e emocional – até mesmo em situações estressantes. O sociólogo define essa capacidade como “…uma postura básica diante da vida que se expressa como um sentimento de confiança que permeia tudo; é uma sensação duradoura e ao mesmo tempo dinâmica de que o mundo de experiências, tanto interno quanto externo, é previsível e existe uma grande possibilidade de que as situações se desenvolvam da melhor forma racionalmente provável”.

“Quanto mais percebemos a coerência ao nosso redor – apesar dos dissabores – mais somos capazes de recorrer a fontes de auxílio internas e externas e temos clareza do que podemos realmente fazer por nós mesmos e pelo outro (factibilidade)“.

Por isso, para as pessoas com senso de coerência mais aguçado, a vida não parece um fardo, mas um desafio – e não perde a relevância, apesar das dificuldades inevitáveis.

O psicólogo do desenvolvimento, pedagogo e geneticista grego Wassilios Fthenakis, atualmente professor da Universidade Livre de Bozen, na Itália, descreve em uma entrevista o que se sabe hoje sobre o tema Resiliência.

.*.Domínio Próprio

*Silêncio e agressividade como caminhos da insegurança

Assim como saber o que procurar pode transformar águas turvas em truta castanha, conhecer algumas formas usuais de silêncio e de agressividade nos ajuda a detectar os problemas de segurança quando eles começam a surgir.

Durante a palestra no Fórum HSM de Negociação, realizado nos dias 28 e 29 de outubro, Grenny afirmou que quando começamos a nos sentir inseguros, escolhemos um de dois caminhos negativos. Ou buscamos o silêncio, impedindo que informações relevantes cheguem ao reservatório de informações relevantes; ou a agressividade, tentando impor informações ao reservatório. Com isso, podemos nos afastar, restaurar a segurança e retomar o diálogo, antes que o prejuízo seja muito grande. “Quando outras pessoas buscarem o silêncio ou a agressividade, saia da conversa e proporcione segurança. Quando a segurança for restaurada, retorne à questão e continue o diálogo”, aconselha.

Objetivo mútuo

Como as pessoas podem se sentir seguras quando acham que estamos prontos para prejudicá-las?

Em pouco tempo, cada palavra que pronunciamos é suspeita, explica o especialista. Consequentemente, a primeira condição da segurança é o objetivo mútuo. Objetivo mútuo significa que os outros percebem que estamos trabalhando para um resultado comum na conversa, que prezamos suas metas, seus interesses e valores. E vice-versa. Acreditamos que prezam os nossos.

Consequentemente, o objetivo mútuo é a condição de entrada no diálogo. “Encontre uma meta comum e terá uma boa razão e um clima saudável para falar”. Mas o professor destaca que o objetivo mútuo não é uma técnica. “Para obter sucesso em conversas decisivas, precisamos realmente prezar os interesses dos outros, não apenas os nossos”.

Respeito mútuo

Grenny explica que embora seja verdade que não há razão para empreender uma conversa decisiva se não temos um objetivo mútuo, é igualmente verdadeiro que não podemos manter a conversa se não mantivermos o respeito mútuo. “Respeito mútuo é a condição de continuação do diálogo. Quando percebemos que o outro não nos respeita, a conversa imediatamente torna-se perigosa e o diálogo cessa”. Por quê? “Porque o respeito é como o ar que respiramos. Se o eliminarmos, ninguém consegue pensar em outra coisa”, responde. No instante em que as pessoas percebem o desrespeito em uma conversa, a interação não é mais sobre o objetivo original, agora passa a ser sobre a defesa da dignidade. O objetivo mútuo sofre por falta de respeito mútuo.

Sinais reveladores

Para detectar quando o respeito é violado e a segurança corre risco, observe os sinais de que as pessoas estejam defendendo sua dignidade. “As emoções são o segredo. Quando as pessoas se sentem desrespeitadas, tornam-se altamente carregadas”, revela. “As emoções passam do medo à raiva. Depois, é a vez da cara feia, do xingamento, dos gritos e das ameaças, Os sentimentos de desrespeito quase sempre surgem quando insistimos em como os outros são diferentes de nós”.


Ele acredita que podemos combater esses sentimentos procurando nossas semelhanças. Sem perdoar seu comportamento, tentamos demonstrar solidariedade e até mesmo empatia. “Quando admitimos que todos nós temos fraquezas, é mais fácil encontrar uma forma de respeitar o próximo”. Ao fazê-lo, sentimos afinidade, um senso de mutualidade entre nós e até mesmo os indivíduos mais polêmicos. É esse senso de afinidade e a conexão com os outros que nos motivam a empreender conversas difíceis e, por fim, permitem-nos manter o diálogo com quase todo mundo.

O que fazer?

Quando vemos que o respeito ou o objetivo mútuos correm risco, propomos que a situação não seja ignorada. Também defendemos que é necessário encontrar uma forma de conseguir um objetivo mútuo e desfrutar o respeito mútuo, mesmo com pessoas extremamente diferentes. Mas como?, questiona Grenny, revelando três aptidões contundentes utilizadas pelos que são melhores no diálogo:

– Desculpar-se – quando cometemos um erro que magoa uma pessoa, comece com um pedido de desculpas, que é uma declaração que expressa sinceramente seu pesar por ter causado ou por não ter impedido sofrimento ou dificuldade aos outros. Temos de sacrificar um pouco o ego e admitir que erramos, assim somos recompensados com o diálogo saudável e melhores resultados.

– Comparar – às vezes, os outros se sentem desrespeitados durante conversas decisivas, ainda que não tenhamos feito nada desrespeitoso. Quando as pessoas interpretam mal nosso objetivo ou nossa intenção, devemos sair da briga e restaurar a segurança utilizando uma aptidão  chamada comparação, que é uma afirmativa do tipo positivo/negativo que trata das preocupações dos outros de que não o respeitamos ou que temos um objetivo mal-intencionado (a parte negativa) e que confirma nosso respeito ou esclarece o nosso objetivo real (a parte positiva). É preciso explicar que não tivemos a intenção até restaurarmos a segurança. Depois, retornamos a conversa. Segurança primeiro.

– CRIB – comprometer-se para buscar o objetivo mútuo, reconhecer o objetivo por trás da estratégia e inventar um objetivo mútuo.

O especialista fechou sua palestra dizendo para as pessoas não esperarem a perfeição, mas buscarem o progresso, transformando suas conversas decisivas bem-sucedidas em grandes decisões e ação conjunta, evitando as armadilhas de expectativas não atendidas e inércia. “Ajude a fortalecer organizações, solidificar famílias, restaurar comunidades e nações com uma conversa decisiva de cada vez”, concluiu.

Logo após a palestra de Joseph Grenny, Alan Riddell, Diretor da KMPG, complementou o conteúdo de negociação apresentado no Fórum mostrando um estudo de caso de um grupo agro-industrial que buscou ajuda da empresa para desenhar uma negociação complexa, que envolveu bancos estrangeiros e alternativas como aporte de capital por investidores para capitalizar a empresa, reduzindo a alavancagem.
“O acordo se desenvolveu de maneira rápida, as partes ficaram satisfeitas”, afirmou, ressaltando muitos dos pontos apresentados anteriormente por Joseph Grenny como lições aprendidas em todo o processo.

O executivo terminou ressaltando que praticamente todas as ações em sociedade contêm um elemento de negociacão. “Estamos sempre buscando atingir um objetivo ou solucionar problemas. Tudo isso um aprendizado contínuo, maximizando os resultados desejados”.

HSM Online
29/09/2010

*Conversas Decisivas*

Para o especialista Joseph Grenny, lidar com questões de risco e conversas mal sucedidas é fundamental para vitalizar seu sucesso pessoal e profissional.

“Digamos que ou evitamos questões complicadas ou quando as enfrentamos apresentamos nosso pior comportamento. E daí, qual é o problema?”, questiona  Joseph Grenny, especialista em comportamento organizacional. Para ele, é preciso analisar até que ponto os interesses em jogo são mesmo importantes e, ainda, explica de que modo as conseqüências de uma conversa equivocada estendem-se além da própria conversa. Será motivo para preocupação?

Segundo ele, os efeitos de conversas malsucedidas podem ser devastadores e duradouros. “Nossas pesquisas mostram que relacionamentos sólidos, carreiras, organizações e comunidades apóiam-se na mesma fonte de força: a capacidade de falar abertamente sobre assuntos polêmicos, emotivos, importantes”. Portanto, aqui está uma afirmação audaciosa. “Domine suas conversas decisivas e agilize sua carreira, fortaleça seus relacionamentos e melhore sua saúde. À medida que conseguimos dominar discussões importantes, também vitalizamos nossa organização e comunidade”, completa Grenny.

Interesses e emoções

Quando temos grandes interesses, as opiniões variam e as emoções estão à flor da pele, fazendo com que conversas casuais e fortes tornem-se decisivas. “Ironicamente, quanto mais decisiva a conversa, menor a probabilidade de lidarmos bem com ela”, diz o especialista.

Do mesmo modo que as conseqüências de se evitar conversas decisivas podem ser graves, pois quando deixamos de tê-las, todos os aspectos de nossa vida podem ser afetados, desde a nossa carreira, nossos relacionamentos e até a nossa saúde. “Aprender como enfrentar conversas decisivas e lidar bem com elas, desenvolvendo um conjunto de aptidões, pode influenciar praticamente todas as áreas de nossa vida”.

E qual seria este conjunto de aptidões tão importantes?

Desempenho máximo

Um estudo com 500 organizações extremamente produtivas revelou que o desempenho máximo delas não tinha nada a ver com formulários, procedimentos ou políticas que orientam a gestão do desempenho. Além disso, metade dos casos bem-sucedidos não tinham praticamente nenhum processo formal de gestão de desempenho.

Sendo assim, o que está por trás do sucesso? Para Grenny, tudo se resume em como as pessoas lidam com conversas decisivas. Em empresas de alto desempenho, quando os empregados não conseguem cumprir as promessas, os colegas se dispõem a discutir o problema com boa vontade e eficiência.

Nas piores companhias, os profissionais de baixo desempenho são primeiro ignorados e depois transferidos. Já em boas empresas, os chefes acabam lidando com os problemas. Nas melhores, todos assumem as responsabilidades, seja qual for o nível ou cargo. Deste modo, o caminho para a alta produtividade não passa por um sistema estático, mas sim por conversas pessoais em todos os níveis.

As melhores empresas em quase toda área crítica são aquelas que desenvolvem aptidões para lidar eficientemente com conversas que se relacionam a determinado tópico, tais como:

Segurança – quando alguém viola determinado procedimento ou age de maneira perigosa, o primeiro a ver o problema, seja qual for o seu cargo, manifesta-se e empreende uma conversa decisiva;

Produtividade – se determinado empregado apresenta péssimo desempenho, não cumpre o que prometeu, não se responsabiliza por sua parte no trabalho ou simplesmente não é produtivo, as partes afetadas lidam imediatamente com o problema;

Diversidade – quando uma pessoa se sente ofendida, ameaçada, insultada ou perseguida, ela tem habilidade e se sente à vontade para discutir a questão com a parte responsável pelo problema;

Qualidade – em empresas em que predomina a qualidade, todos discutem os problemas frente a frente, assim que aparecem;

Qualquer outro assunto polêmico – as melhores empresas em inovação, trabalho em equipe, gestão da mudança ou qualquer outra área que exija interação humana são as melhores na realização de conversas decisivas.

HSM Online
25/10/2010

HSM Online
25/10/2010

Para que servem os Sonhos?

Ao longo da história, eles muitas vezes guiaram decisões de líderes, e ainda hoje muitas pessoas fazem escolhas com base no que acreditam ser mensagens oníricas. Atualmente, a neurociência sabe que sonhar – uma atividade mental governada por emoções, motivações e processos neuroquímicos – nos permite simular futuros, esquecer, lembrar, criar, ensaiar comportamentos e aprender sem nos submeter aos riscos da realidade.

Pesadelos Repetitivos – São sintomas de transtorno de estresse pós-traumático, que acomete aqueles que passaram por experiências violentas.

Sono Rem – durante ele, regiões profundas do cérebro promovem um bombardeio elétrico do córtex cerebral, reverberando memórias adquiridas na vigília.

Memórias por Repetição – Adquirir através da repetição é essencial, no entanto, é o aprender criativo que marca a cognição nos seres humanos.

De que forma é possível conciliar a explicação materialista dos sonhos com a função premonitória a eles atribuída por tantas tradições diferentes ?

o ponto de encontro entre concepções tão distintas é a reativação de memórias durante o sono, que alimenta o enredo onírico. Para vivenciá-lo subjetivamente, não basta reverberar padrões de atividade elétrica no córtex cerebral.

Figura : As regiões funcionais do hemisfério esquerdo do córtex cerebral. A área pré-frontal é localizada na frente do córtex cerebral. (Essenciais da Anatomia & Fisiologia, Seeley e outros, p.210.)

É preciso  concatená-los numa busca de satisfação do desejo mediada por dopamina, de forma a simular uma sequência comportamental plausível, capaz de inserir-se num futuro em potencial que inclua o ambiente e o próprio sonhador. Governada pelas emoções e motivações, a experiência onírica permite a simulação de futuros possíveis, tão mais claros e prováveis quanto mais marcantes e previsíveis forem os desafios da vigília. Nessa concepção, a função primordial dos sonhos é a simulação de estratégias comportamentais, adaptativas ou não. Recompensando os circuitos neurais dos sonhos bons e punindo os circuitos subjacentes aos pesadelos, seria possível aprender durante a noite sem os riscos da realidade.

O oráculo inírico integra uma grande quantidade de informações das quais o sonhador pode ou não estar consciente. As mensagens vem simbolizadas de acordo com o repertório cultural de quem sonha, e adquirem mais força emocional quando este atribui aos sonhos o poder de revelar o futuro.

Para saber mais :

*Sobre a interpretação dos sonhos. Artemidoro.Zahar,2009.

*O sonhar restaurado: formas de sonhar em Winnicott, Bion e Freud. T. A. M. Ab´Saber. Editora 34,2006.

*Los sueños y las sociedades humanas. G. E. von Grunebaum. Sudamericana, 1964.

Por Sidarta Ribeiro, Revista Mente e Cérebro, out. 2010.

 

*.* Parabéns Meu Amor 22/10


Vida :

Parabéns pelo Homem abençoado que és !!! Construindo em Rocha firme(Jesus Cristo) a tua vida, a nossa vida!

És pra mim, sonho realizado de Deus!!!

Feliz Aniversário!!!

Te amo! Mais que ontem e Menos que amanhã!

:-) Deus Proverá !

Composição: Eyshila

Subirei ao monte da adoração
para oferecer ao Senhor
Um sacrifício de louvor
O melhor de mim quero dar
Vou reconstruir meu altar
Pedras que não quebrem jamais
Pedras que resistam ao vento
Pedras que resistam à chuva
Porque na alegria ou na luta
Eu vou louvar
E o cordeiro, onde está?
Jeová Jireh, Deus proverá

Deus Proverá
Minha vida, minha casa
Meus problemas já estão no altar
Deus proverá
Ele sempre tem uma resposta
Pra quem o clamar
Jesus não foi sacrificado em vão
O meu Deus tem solução pra tudo
Em suas mãos